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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

que tal uma celebração fora de época?!

          

          Já te ocorreu que, por quanta vezes somos condicionados a celebrar datas especiais, sem perceber que isso quantas vezes subtrai o sentimento genuíno, pois atrás de uma data preconcebida por um sistema religioso ou econômico, não tem a intenção à priori de enaltecer os nossos sentimentos mas de usar nossos sentimentos a serviço do mercado, coisas como festas, adereços, presentes, eventos especiais, com se não pudéssemos viver sem estes artifícios, datas como Natal, dia dos namorados, dia das mães, dia da criança, dia dos pais e recentemente, o dia do amigo.
          Eu te convido, ou melhor eu te desafio que hoje isso mesmo, numa data sem nenhum significado especial, você telefone para sua mãe, seu pai, se filho ou um sobrinho, mesmo um amigo que consideres, e nesta data sem nada de especial, você possa dizer o quanto aquela pessoa é importante para você e quanto você o valoriza; estou bem certo que isso seria muito mais significativo e o melhor ainda vem, de você receber em retribuição palavras simples como: “obrigado!” com um sentido muito mais forte do que o que manda as regras de educação, eu já experimentei este momento e posso te adiantar que não há preço que pague este momento.
          Espero em breve me encontrar com uma pessoa muito amiga, alguém que durante seis anos é alguém que eu soube admirar e respeitar, não só pela sua larga experiência de vida mas especialmente pela pessoa singela e humana que tem sido nestes felizes anos de amizade. Não será o dia do seu aniversário, tampouco será o dia internacional do amigo, mas com certeza, já vislumbro um momento de celebração, muito agradecido pela felicidade que posso em vida, desfrutar deste momento tão benfazejo e único comparo como um vôo nas alturas, um belo salto sobre um riacho ou provar uma iguaria dos deuses, assim é como vejo este momento de celebração, o encontro de amigos, celebrando a vida, a amizade, a música que se compassa no abraço, na harmonia do valor mútuo e na alegria pela existência do outro.




           Experimente celebrar a vida e a amizade fora de época, tem um sabor todo especial!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Modestas palavras de um ex-observador meteorológico.

       
 



          Conheci e me encantei com a atividade do observador meteorológico em 1984, eu era então Cabo da Marinha do Brasil, já com alguma experiência em Hidrografia e Navegação, tendo embarcado antes no Navio Hidrográfico Canopus e Navio Oceanográfico Almirante Saldanha, neste último, comecei a me interessar pela observação meteorológica. Em 1985, fui designado a servir na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, onde eu fiquei por felizes dois anos. Lá conheci de perto todo um conjunto de normas que visam a segurança da aviação, na qual cada militar tem um papel preponderante na promoção da segurança em terra e no ar.
          Mesmo não sendo efetivamente do corpo de pilotos e controladores de voo, via a extrema importância dos dados meteorológicos que tanto possibilitavam uma decolagem quanto o aborto de uma missão. Com minha equipe de trabalho passávamos por momentos de expectativa e concentração nos trabalhos, seja na chegada de alguma autoridade militar ou mesmo de uma aeronave civil, tendo a figura do Despachante, um Oficial de Dia, o que coordenava todas as ações no aeródromo. Eu acompanhei algumas vezes o empenho dos controladores de voo mesmo após o crepúsculo e não sendo um aeroporto de voo doméstico. Em nome do bom preparo de pilotos, algumas vezes tivemos perdas preciosas e nem por isso foi divulgado em rede nacional, por se tratarem de vidas humanas, mas compartilho com vocês que eram pessoas que amavam o que faziam e vibrávamos com nosso trabalho.
          Deixo aqui minha mensagem de condolências às famílias que perderam seus queridos neste acidente tão divulgado no dia de hoje, ocorrido em Santos, SP, que por razões do destino, foi um conhecido candidato a Presidente da República, razão pela qual muitas falácias e leviandades se levantam para dar uma conotação conspiratória a este ocorrido. Apenas deixo aqui meu modesto depoimento que conheço amplo trabalho da SIPAER ainda que eu fosse um discreto observador meteorológico, quando muito, participante da Patrulha do DOE (corredor humano que fiscaliza a pista para encontrar possível material que viesse afetar a segurança da aviação) em todo momento eu dava conta do alto grau de qualidade que se exige para a atividade de aviação, bons tempos aqueles; me solidarizo hoje com todos os que neste momento cuidam da nossa segurança no ar e nos aeroportos, um trabalho árduo mas belo e digno.